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A força da oração

            662 - Pode-se, com utilidade, orar por outrem?

            “O Espírito de quem ora atua pela sua vontade de praticar o bem. Atrai a si, mediante a prece, os bons Espíritos e estes se associam ao bem que deseje fazer.

            O pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode chamar, em auxílio daquele por quem oramos, os bons Espíritos, que lhe virão sugerir bons pensamentos e dar a força de que necessitem seu corpo e sua alma. (...).”
O Livro dos Espíritos.


            A gravidez havia transcorrido de maneira tranqüila. Os exames feitos no pré-natal indicavam que a saúde da mãe e do bebê estavam ótimas e que daria tudo certo. A criança era muito esperada, seu nome já estava escolhido: Laís, e ela seria como uma flor a enfeitar aquele lar.

            Aquele seria mais um dos muitos partos acompanhados pela Dra. Laura. Pediatra amorosa, consciente de que em sua profissão deveria servir ao Cristo, estava ali para recepcionar o bebê que nasceria logo mais.

            Finalmente o tão esperado momento havia chegado: o renascimento da pequena Laís. A equipe médica trabalhava harmoniosamente, mas, no momento do nascimento, algo não saiu como o previsto e o bebê não conseguiu respirar. Teve que ser reanimado. Apesar da agilidade e presteza no atendimento, Laís permaneceu com grande dificuldade respiratória. Seus pulmões estavam encharcados. Possivelmente tratava-se de um caso de aspiração do líquido amniótico.

            Foram minutos de muita tensão: Dra. Laura determinou que fosse providenciada a transferência da pequena Laís para a UTI Neonatal, pois a situação era muito grave.

            Aproveitando o momento em que todos haviam se retirado para tomar as providências para a transferência, a pediatra refletiu acerca da nossa fragilidade e lembrou as palavras do Mestre Jesus: “Pedi e obtereis”. Ela fez então uma prece, um apelo fervoroso a Deus e, confiante na Sua bondade e justiça, pediu que fosse restituída a saúde da menina. Ela sabia que Laís é um Espírito que retornava à vida material para aprender e evoluir, uma oportunidade valiosa. Sabia, também, que ela, como médica, havia feito tudo o que era possível para salvar o bebê.

            Foi então que algo maravilhoso aconteceu: em poucos instantes os movimentos respiratórios de Laís foram normalizando, como se todo o líquido tivesse sido removido daqueles pequenos pulmões. Em breve Laís poderia sair do oxigênio e iria para junto de sua família.

            Em seguida, um exame de raios-X confirmou que não havia nenhum problema com a pequena paciente. Entre espanto e alegria, todos comemoraram aquela recuperação “milagrosa”.

            Quando foi visitar a família de Laís, no quarto do hospital, Dra. Laura foi indagada sobre a melhora repentina do bebê. Todos creditavam somente à médica os resultados. Não se contendo, a Dra. perguntou:

            - Vocês não fizeram preces?

            Ao que todos responderam:

            - Sim, e como!

            - Eu percebi - disse a médica - porque depois que fiz tudo o que eu podia, sem que a Laís se recuperasse, Deus fez a parte Dele.

            A conversa continuou, enquanto a médica agradecia intimamente a Deus mais aquela prova de que a prece é valioso recurso e que, quando utilizado com fé, auxilia SEMPRE!

História baseada em fatos reais, relatada à equipe do Seara Espírita.