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Em torno da felicidade

            Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

            Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

            A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros. A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

            A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

            Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

            Estude a si mesmo, observando que o autoconhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

            Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

            Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

            Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

XAVIER, F. Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. 37. ed. Uberaba, MG: CEC, 1995. p. 62-63