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Muitas vezes, não conseguimos conviver com os defeitos alheios, chegando à irritação. Em outras, divulgamos os erros dos outros, tornando-os alvo de julgamentos diversos.
Essas situações têm suas causas na superficialidade com que ainda vemos e conhecemos as pessoas.
Quando somente analisamos as atitudes exteriores, julgamos com a imprecisão do ignorante que desconhece determinado assunto, e mesmo assim sai a proferi-lo.
Quando, contudo, penetramos no íntimo do ser, percebemos as razões e os sentimentos que levam o outro a errar.
A indulgência permite descortinar o véu da ilusão e assim melhor compreender, percebendo que muito do que censuramos no outro carregamos conosco na bagagem adquirida nas diversas experiências. Filha da Caridade, ocupa-se somente em indicar defeitos quando tem por fim aconselhar diretamente seu detentor, prestando-lhe auxílio e, mesmo assim, atenuando-os.
A indulgência que temos em relação ao outro, retorna a nosso benefício.
Aquele que condena terá a mesma medida para suas faltas e, apontando atitudes equivocadas estará, no mínimo, no compromisso de não executá-las.
Analisar suas próprias faltas e imperfeições é tarefa inadiável daqueles que buscam a redenção.
Usar de indulgência e compreensão para com os erros alheios é dever de toda criatura que busca viver em harmonia com as Leis de Deus.