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Libertação

            Ajuda, antes de procurares auxílio.

            Compreende, sem exigir compreensão imediata.

            Desculpa os outros, sem desculpar a ti mesma.

            Ampara, sem a intenção de ser amparada.

            Dá, sem o propósito de receber.

            Não persigas o respeito humano que te faça aparecer melhor que é, mas busca, em todo tempo e lugar, a bênção divina na aprovação da própria consciência.

            Não procures destacada posição, diante dos outros; antes de tudo, aperfeiçoa os teus sentimentos, cada vez mais, sem propaganda de tuas virtudes vacilantes e problemáticas.

            Age corretamente e esquece as frases vazias ou venenosas da maledicência contumaz.

            Em te socorrendo das diretrizes alheias, desconfia das palavras que te lisonjeiem a fantasiosa superioridade pessoal ou que te inclinem à dureza de coração.

            Diante da fartura ou da escassez, recorda o serviço que o Senhor te convocou a realizar e produze o bem em seu nome, onde estiveres.

            Lembra-te de que a experiência da carne é demasiadamente breve e que a tua cabeça deve permanecer tão cheia de ideais santificantes, quanto as mãos repletas de trabalho salutar.

            Para que atendas, porém, a semelhante programa, é imprescindível abras o coração ao sol renovador do Sumo Bem.

            De alma cerrada ao interesse pela felicidade do próximo, jamais encontrarás a própria felicidade.

            A alegria que improvisares, em torno dos pés alheios, te fará mais rica de júbilo.

            Na paz que semeares, encontrarás a colheita da paz que desejas.

Matilde
XAVIER, Francisco C. Libertação. Pelo espírito André Luiz.
26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. p. 242-243