A preguiça conserva a cabeça desocupada e as mãos ociosas.
 A cabeça desocupada e as mãos ociosas encontram a desordem.
 A desordem cai no tempo sem disciplina.
 O tempo sem disciplina vai para a invigilância.
 A invigilância patrocina a conversação sem proveito.
 A conversação sem proveito entretece as sombras da cegueira de espírito.
 A cegueira de espírito promove o desequilíbrio.
 O desequilíbrio atrai o orgulho.
 O orgulho alimenta a vaidade.
 A vaidade agrava a preguiça.
 Como é fácil de perceber, a preguiça é suscetível de desencadear todos os males, qual a treva que é capaz de induzir a todos os erros.
 Compreendamos, assim, que obsessão, loucura, pessimismo, delinqüência ou enfermidade podem aparecer por autênticas fecundações da ociosidade, intoxicando a mente e arruinando a vida.
 E reconheçamos, de igual modo, que o primeiro passo para libertar-nos da inércia será sempre: trabalhar.
Emmanuel
XAVIER, Francisco C. Coragem. Diversos Espíritos. 4 ed. Uberaba, MG: Comunhão Espírita Cristã, 2007. p.110-111.