1º princípio: RAÍZES CULTURAIS
A família é uma organização social ativa que responde aos estímulos e problemas do mundo que a cerca. A Doutrina Espírita esclarece que ela é composta por Espíritos que trazem verdades e experiências de outras vidas.
A sociedade atual difere-se da de tempos atrás pelo aumento populacional, globalização das informações e tecnologias, formando, com isso, uma nova cultura. Ela prioriza o “ter” ao invés do “ser”, buscando felicidade através da aquisição de bens materiais, esquecendo de valorizar o ser, que é eterno.
Muitas vezes acontece a prática do erro quando não há ninguém a observar, porém Deus coloca, na consciência de cada ser, meios de distinguir o certo do errado, o herói do anti-herói.
É preciso pensar, refletir e questionar antes de tomar posição; trabalhar os objetivos de cada membro da família, definindo claramente os papéis, as funções de cada um, para que se ajudem mutuamente.
É preciso lembrar que as leis de Deus são imutáveis. O respeito, a compreensão e o amor devem nortear nosso relacionamento com o mundo.
O homem conserva, em suas novas existências, os traços do caráter moral de suas vidas anteriores?
“Sim, isso pode acontecer. Mas, melhorando-se, ele muda. Sua posição social pode, também, não ser a mesma. Se de senhor passa a escravo, seus gostos serão muito diferentes e teríeis dificuldade em reconhecê-lo. Sendo o Espírito sempre o mesmo nas diversas encarnações, podem existir certas analogias entre as suas manifestações, se bem que modificadas pelos hábitos da sua nova posição, até que um aperfeiçoamento notável venha mudar completamente o seu caráter, pois, de orgulhoso e mau, pode tornar-se humilde e humano, se se arrependeu.” (O Livro dos Espíritos, questão 216).