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Tolerância e amor: sentimentos que andam juntos

            Todas as pessoas têm defeitos e imperfeições . Errar ainda faz parte do psiquismo humano. Afinal, estamos engatinhando no aprendizado das virtudes e dos sentimentos nobres.

            Se há a certeza de que não existe a perfeição, porque é tão difícil tolerar o erro alheio? Como é possível amar nosso semelhante, apesar disso?

            Se quisermos que as pessoas se modifiquem em relação a determinadas atitudes, o amor, aliado à tolerância, é a única força capaz de provocar tais alterações.

            Sabendo que é amado, o indivíduo não precisa preocupar-se em saber que é aceito ou aplaudido - ele tem ambas as coisas. Sabendo que é admirado, a confiança em si mesmo se mantém alta. Se outras pessoas acreditam que ele pode resolver suas dificuldades, o medo da derrota (o mais paralisante de todos os medos) diminui.

            A crítica construtiva é salutar mas, na maioria das vezes, é utilizada como um veneno sutil e destruidor. A tolerância construtiva, a orientação com amor, edifica modificações gigantescas na criatura.

            A relevância do poder de afeição já data 2000 anos: “Um novo mandamento vos dou. Que vos amei uns aos outros...” - Jesus.

            É necessária a expressão dos sentimentos. A afeição não é estática: se não manifestada tende a decrescer e morrer. Expressá-la, é dar-lhe oportunidade de crescer e expandir.

            Toda pessoa tem algo admirável. Reforçá-la nos aspectos positivos, dizendo o quanto é considerada, é auxiliá-la a melhorar onde há falhas.

            A expressão da afeição é duplamente benéfica: quem dá favorece ao próximo e recebe de volta, quando ela é sincera e espontânea.

            Ser manifestadamente amado, ser abertamente admirado são necessidades tão fundamentais quanto respirar. Se as precisamos, por que negá-las aos outros?

            Albert Schweitzer, famoso médico-missionário da África, questionado certa vez sobre qual dos mandamentos ele considerava o mais importante:

            - Cristo - disse ele - só deu um mandamento. E esse é o amor.

            Como seguir esse mandamento com quem nos incomoda, nos persegue, nos irrita, nos prejudica?

            Tolerância, agir com indulgência. Entender que as múltiplas reencarnações servem a todos os espíritos para o aperfeiçoamento moral e intelectual.

            Tolerar para amar: esta é a chave que deve ser utilizada incessantemente.

Luis Roberto Scholl